A cor do mês de maio é roxa e o objetivo é alertar para as doenças inflamatórias intestinais, também conhecidas pela sigla DIIs. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SDCP), as DIIs atingem mais de 5 milhões no mundo. Já no Brasil, há, aproximadamente, 100 diagnósticos para cada 100 mil habitantes. Essas doenças causam impactos significativos na saúde e não tem cura definitiva. Por estes motivos, é necessário alertar sobre os sintomas para o diagnóstico ser feito rapidamente.
Quais são as doenças inflamatórias intestinais (DIIs) mais comuns?
A retocolite ulcerativa e a Doença de Crohn são as doenças inflamatórias intestinais que mais atingem a população. Entre as DIIs, essas duas doenças fazem parte de mais de 80% dos casos. Os diagnósticos no Brasil ocorrem entre 12 a 55 pessoas a cada 100 mil habitantes. A retocolite atinge, em especial, o intestino grosso, enquanto a Doença de Crohn afeta o intestino delgado e o cólon, da boca ao ânus.
Principais sintomas
Os sintomas da retocolite e da Doença de Crohn são parecidos como dor abdominal, diarreia, sangramento nas fezes, anemia e perda de peso que costumam persistir por mais de seis semanas.
Retocolite
- Cólica
- presença de muco ou sangue nas fezes
- Febre alta
- Diarreia
- Dores fortes na barriga
Doença de Crohn
- Diarreias frequentes
- Fissuras perianais
- Aftas na boca
O que causa as doenças inflamatórias intestinais (DIIs)?
A ciência ainda não tem uma resposta completa para as causas das DIIs. Suas causas podem estar relacionadas a genética, hábitos alimentares, alterações no sistema imunológico, estilo de vida (tabagismo e estresse) e também a composição da flora intestinal.
Como é realizado o diagnóstico?
O principal exame para detectar as doenças inflamatórias intestinais é a colonoscopia. Através do exame, é possível observar alterações visuais como vermelhidão e lesões de mucosa, além de ajudar na obtenção do material de biópsias. O médico também poderá avaliar o histórico de saúde do paciente, antecedentes familiares e solicitar outros exames de imagem, incluindo a endoscopia. Entre os exames de laboratório, costumam ser solicitados exame de sangue e de fezes e testes hepáticos e renais.
Como é o tratamento ?
Apesar de não ter cura, atualmente, é possível ter uma boa qualidade de vida mesmo convivendo com as DIIs. O tratamento pode envolver corticosteróides e anti-inflamatórios. Medicamentos como os aminossalicilatos e imunossupressores ajudam a diminuir as inflamações intestinais.
Já a terapia biológica envolve medicamentos subcutâneos ou intravenosos que auxiliam no bloqueio das etapas da inflamação. Quando as inflamações já causaram danos severos ao intestino como perfuração, fístula e abscesso, o médico pode optar pela realização de cirurgias.
Existem formas de prevenir as as doenças inflamatórias intestinais (DIIs)??
As doenças inflamatórias intestinais são consideradas doenças crônicas e têm diferentes causas. Entretanto, alguns hábitos podem ajudar a preveni-las e amenizar quadros inflamatórios.
- Mantenha as vacinas atualizadas para ter um bom sistema imunológico
- Evite o tabagismo: fumar piora as condições inflamatórias, em especial, da Doença de Crohn
- Faça atividade física: manter o corpo ativo ajuda na redução dos sintomas
- Tenha bons hábitos alimentares: uma alimentação rica em fibras ajuda a criar uma flora intestinal mais saudável.
Maio roxo e a Remed
Sintomas intestinais costumam ser um tabu para muitas pessoas. Por isso, o maio roxo é importante para a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais.
A Remed sabe que cuidar da saúde vai além dos medicamentos. Orientação e informação de qualidade podem ajudar na prevenção de doenças.
O tratamento correto das DIIs melhora a qualidade de vida dos pacientes, por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Compartilhe essa mensagem e conscientize ainda mais pessoas sobre as DIIs.

